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Fandom:
Relationship:
Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2020-07-26
Updated:
2020-07-26
Words:
5,179
Chapters:
3/?
Comments:
2
Kudos:
17
Hits:
375

Formas de Luchar

Summary:

Momentos perdidos da história de Óscar Millán e Carlota Rodriguez de Senillosa.

Notes:

Oi gente, tudo bem? Espero que sim, haha. Bem, essa é a primeira longshot que eu faço sobre LCDC e eu espero que funcione, rs. Primeiramente, como vocês viram, os desenhos são da incrível e talentosissima Miri (mestacthings no twitter), minha parceira de crime nesses rolês muito doidos que saem da nossa cabeça. Depois, explicações: essa fanfic vai ser bem longa, eu espero, e trará cenas perdidas, que não foram mostradas na série, sobre Oscarlota e o relacionamento deles. Vou tentar escrever um capítulo para cada episódio do show, espero conseguir e que seja uma leitura agradável pra todas as 5 pessoas do fandom brasileiro, HAHAHAHA.

Ah! E o Óscar começou como Sara porque foi como nos foi apresentado na série. Se vocês tiverem alguma dúvida, crítica, reclamação ou quiserem me mandar seu headcanon para me ajudar a ter ideias de escrita (rs), me mandem uma mensagem no twitter edgeofwidow e sigam o perfil oscarrrlota para ver conteúdo feito pelos br por lá também :).

Chapter 1: Capítulo 1

Chapter Text

"Se qualquer coisa der errado haverão mais telefonistas para lhe cobrir!" afirmou Sara, com a voz autoritária que costumava utilizar na companhia, enquanto Lídia Aguilar a encarava com fogo nos olhos, provavelmente pensando em todas as coisas que gostaria de dizer a chefe e não podia.

Sara virou-se e se afastou, sem deixar tempo para que a nova telefonista rebatesse sua última fala. Era um veredito, não o que ela gostaria de dar, mas, ainda assim, sua palavra final. Não estava com paciência para as ladainhas da mulher, tal que parecia estar empenhada em irritá-la desde que colocara os pés na empresa, no dia anterior. Nunca fora tão difícil lidar com novos funcionários, antes, ela se responsabilizava por todo o processo e Carlos Cifuentes apenas assinava a burocracia, agora, o herdeiro da companhia parecia querer impressionar alguém e tornar-se mais presente nos processos, coisa que apenas dificultou a vida de Sara. Gostava de fazer as coisas sozinha, sem precisar consultar as pessoas em todas as escolhas ou revogar as mesmas por caprichos de terceiros. Contudo, não era somente a repentina proatividade de seu patrão que mudara desde que o prédio da companhia se mudou.

Não sabia exatamente o porquê, mas havia um pequeno grupo entre as novas telefonistas que chamavam sua atenção a cada instante que passava perto delas porque eram excepcionais de uma forma singular e despertavam uma curiosidade diferente em Sara, como quem espera para ver os novos capítulos de uma rádio novela. Talvez pela audácia de conseguirem prestar as provas e exceder todas as expectativas nelas ou pelo fato de serem essencialmente distintas umas das outras... ela não sabia.

 

 

Lídia, entre elas, era a única da qual desgostava, sua pose de inocência não combinava com sua aparência e a constante forma com que a outra mulher fazia com que as suas decisões fossem desconsideradas lhe exasperava profundamente. Em seu primeiro dia, teve que admiti-la entre as selecionadas para um dos cargos de telefonista à pedido de Sr. Carlos, mesmo que acreditasse que ela não estava qualificada e que trapaceara nos exames. Hoje, o repentinamente protagonista, Carlos, lhe disse que Aguilar, que chegara no dia anterior, vale ressaltar, seria a selecionada para realizar a ligação intercontinental que estava sendo preparada há meses. Sara suspirou, tentava não rivalizar-se com outras mulheres, acreditava piamente que, na verdade, precisavam unir-se, mas algo em Lídia não parecia real e disso tinha plena convicção.

Depois, havia Marga, como a moça de olhos gentis e aparência terna lhe disse que preferia ser chamada. Sara sentia grande apreço por ela, era qualificada e eficiente, além de extremamente simpática. Sentia o mesmo tanto de empatia por Marga que sentia de antipatia por Aguilar e ela também não sabia exatamente o porquê disso, mas o sentimento estava lá, mesmo que a jovem pule toda vez que Sara diz seu nome. Jovem, pensou Sara, ela não é muito mais nova que você.

Por fim, Carlota Rodriguez de Senillosa era uma incógnita, por ela Sara não tinha, realmente, uma opinião definida. Haviam conversado pouco e, ao contrário de Lídia, que era teimosa e também de Marga, que mantinha uma postura solicita, a srta. Rodriguez de Senillosa não parecia se importar muito com o que as pessoas pensavam ao seu respeito, possuía um olhar destemido e um andar forte, mas não perdia a gentileza. Era como uma mistura de suas duas colegas, mas com ares muito mais rebeldes, Sara não sabia se gostava disso ou não.

Ela parou, por um instante, percebendo que não sabia exatamente onde seus pés a levavam quando ouviu soluços vindos do toilete à sua esquerda no corredor das centralitas. Entrou sem pensar a respeito, percebendo só quando já estava em frente a uma Ángeles chorosa, que tentava esconder o rosto vermelho com pó de arroz, que poderia estar sendo indelicada.

"Ei, o que houve?" perguntou ela, tentando uma voz suave e percebendo que falhou imediatamente em seguida, quando causou um leve sobressalto em sua funcionária (ou poderia dizer amiga?) mais antiga. Aproximou-se da mulher e encostou-se na pia, de costas para o espelho, não era muito de encarar seu reflexo. Estudou o perfil da mulher ao seu lado e adicionou: "Eu sinto muito por toda a questão da ligação, você sabe que se fosse uma decisão minha seria a primeira escolha, não sabe?"

Ángeles balançou a cabeça e lhe deu um sorriso forçado ao passo que limpava novamente o rosto molhado. "É só que..." os olhos dela voltaram a marejar-se e seus lábios deixaram escapar um soluço fraco. Sara estendeu sua mão e apertou a da colega, tentando lhe dar um sorriso amigável e encorajá-la a falar, como costumava fazer quando Ángeles chegara na companhia, há tantos anos atrás, e apresentava muitas dificuldades para comunicar-se, tímida como ninguém e com medo de incomodar as pessoas ao seu redor. "Estou passando por um momento difícil, não se preocupe."

"Mas é claro que me preocupo."

"Não quero incomodá-la com coisas minhas."

Sara sorriu outra vez para a outra mulher, dando-lhe um aperto sutil no ombro, dessa vez na esperança de que o gesto mostrasse que Ángeles poderia contar com ela se precisasse. "Você não incomoda, Ángeles, na verdade você geralmente ajuda", disse Sara. "Sei que não é devido à chamada mas, se te anima, Lídia também não parece nem um pouco feliz com a tarefa."

A loira sorriu, finalmente conseguira parar de chorar, aparentemente. "Eu sei que você não gosta dela" conta. "Mas ela não é tão ruim como parece."

Sara fez uma careta, sete anos trabalhando juntas faz com que uma pessoa te conheça, afinal. Suspirou, pensando por um momento antes de dizer, "Imagino que sim, ou você não arriscaria seu trabalho mentindo para deixá-las entrar no processo seletivo, não?"

Ángeles travou por um momento, olhando Sara em busca de algum sinal de advertência, mas sua chefe apenas lhe deu uma piscadela para mostrar que não havia problema nenhum no que a telefonista fizera. "Sinto muito, pensei que mereciam a chance" admitiu, enquanto finalmente voltava a tarefa de maquiar-se. "Todos merecem uma, você me deu uma quando cheguei."

"Acredito que tenha valido a-" Sara começou, mas foi interrompida pela entrada abrupta de Carlota no espaço, aparentemente suas entradas eram sempre abruptas, Sara fez uma nota mental para prestar atenção nesse detalhe em outras ocasiões.

"Perdão, não queria interromper nada..." contou ela, olhando de Sara a Ángeles com uma expressão preocupada. Sara encarou-a sem dizer nada, encontrando seus olhos por uma fração de segundo, tempo suficiente para que um arrepio subisse por sua espinha, sem nenhuma razão aparente. "Notei a ausência de Ángeles na central e pensei em procurá-la."

Sara olhou a amiga, procurando seus olhos em uma afirmação de que estava bem e quando a recebeu endireitou sua postura, dizendo: "Bom, vejo que já se encontra em boa companhia, Ángeles. Tenho que falar com a diretoria, não demorem a retornar à central" informou, piscando para Ángeles e dando um pequeno sorriso à mulher recém-chegada. Dirigiu-se, então, rapidamente a porta, passando ao lado de Carlota ao sair, um novo calafrio em sua espinha ao esbarrar seu braço no dela de forma tão leve que nenhuma outra pessoa perceberia.