Work Text:
O tic tac do relógio preenchia o silêncio da cafeteria, aquele dia o local estava consideravelmente vazio, talvez seja por causa do calor que fazia lá fora e as pessoas preferiam tentar se refrescar em uma piscina ao invés de queimar a língua tomando café, desviei meu olhar do relógio na parede e observei a mulher que estava sentada há algumas mesas à frente, concentrada na tela de seu notebook enquanto mesmo de longe eu conseguia escutar a música de seus fones, voltei meu olhar para o relógio e parecia não ter passado nem um minuto.
O som da porta da cafeteria se abrindo me fez erguer o olhar para avistar meu melhor amigo Shoto Todoroki passar por ela, seus cabelos heterocromáticos bagunçados por causa do vento lá fora.
– Por favor, me tire daqui – suspirei de trás do balcão.
– Pouco movimento? – se aproximou apontando para o sanduíche que queria.
– Isso daqui tá um deserto – falei ao lhe entregar a comida – Mina teve que dar uma saída para resolver umas coisas que o chefe pediu e fiquei eu aqui, vegetando – resmunguei escutando ele rir.
– Tenho novidades.
– Conte – abri um sorriso animado.
– Meu pai tá pensando em dar uma festa de Halloween – revirou os olhos – Mas eu sei que é só uma forma de tentar se redimir por causa das últimas discussões.
– Ah dê uma chance para o Tio Enji – falei me encostando no balcão e sorrindo ao lembrar da imagem do homem mais velho vindo em minha mente, se Shoto soubesse em como eu sonho quase todas as noites sendo o sugar baby do pai dele, ele me mataria… ou não.
– Você fala isso porque é puxa saco dele – bufou – Mas eu sei qual é a sua com todo esse puxa saquismo – falou me fazendo arquear a sobrancelha.
– Tá querendo dizer alguma coisa maldito?
– Não – sorriu cinicamente – Mas enfim, só passei aqui para dizer que você está convidado para a festa.
– Oh, muito obrigado – coloquei a mão no peito fingindo surpresa – Mal posso esperar para a gente beber muito e repetir o que aconteceu na última festa – ri, o provocando, algumas semanas atrás eu, Shoto e seu namorado Iida Tenya fomos em uma festa, bebemos muito a ponto de fazermos beijo triplo.
– Aquilo nunca mais vai acontecer – disse corado – Seu twink maldito – riu.
– Quando vai ser a festa? – perguntei.
– Final de semana.
– Mas já? – falei alto – Não dá tempo nem de procurar uma fantasia boa.
– Izuku, ainda é segunda-feira – revirou os olhos – Tenho certeza que você vai encontrar algo legal.
– Assim espero – bufei.
Shoto ficou mais um tempo por lá conversando comigo até dar seu horário de ir encontrar com Iida e logo deu o horário de fechar o café, Mina e eu arrumamos o local antes de ir para casa.
– Cheguei – falei alto adentrando em casa, logo a figura de mamãe se fez presente na porta da cozinha, sorrindo gentilmente.
– Como foi seu dia? – perguntou
– Tedioso – respondi – Tudo normal na faculdade e no trabalho estava bem parado hoje – suspirei me jogando no sofá – E como foi o dia da senhora? – mamãe trabalhava no financeiro de uma construtora.
– Se tirar os patrões brigando entre si e os pedreiros exigindo o que não pode, meu dia foi perfeito – disse rindo.
– Vou tomar um banho e já venho ajudar a senhora na janta – me levantei pegando minha bolsa e indo em direção às escadas.
– Izu, chegou uma encomenda para você.
– Encomenda? – parei no pé da escada me virando para a mulher que parecia estar mais confusa do que eu – Correio que trouxe?
– Eu não sei querido, senhor Aizawa que me entregou falando que foi um rapaz que deixou aqui mas como não tinha ninguém em casa ele pegou pra gente.
– Hum, certo – murmurei – Irei ver o que é – falei subindo as escadas, assim que entrei no quarto avistei em cima da cama uma caixa consideravelmente grande demais para o tipo de encomenda que eu fazia.
Tirei a tampa da caixa avistando algo que parecia uma roupa, peguei a peça vendo que se tratava de uma capa grande que fazia alusão a roupa de fantasma, analisei atentamente vendo que tinha um capuz com bordados desenhado de um rosto sorrindo e um pequeno chapéu grudado na ponta e um laço verde e branco costurado que ficaria abaixo de meu pescoço, fora os pequenos detalhes que fazia alusão a remendos e rasgados.
– Okay – arqueei a sobrancelha achando tudo aquilo muito estranho – Eu não lembro de ter encomendado isso – murmurei me aproximando da caixa novamente para ver se tinha mais alguma coisa e encontrando um pequeno bilhete vermelho.
"Fiquei sabendo que você não tinha fantasia para a festa do fim de semana, o que acha de usar essa peça exclusiva da Balenciaga para me encontrar na festa?
Mais presentes chegaram no decorrer dos dias, estou ansioso para te ver usando cada peça que irei lhe enviar.
seu admirador secreto
T.E”
– A única pessoa que sabia que eu não tinha fantasia era Shoto – murmurei já imaginando as atrocidades que eu faria naquele rostinho bonito do meio a meio – Será que ele e o Iida estão querendo me comer? – suspirei com as cenas que vieram em minha cabeça – Mas quem seria T.E?
Balancei a cabeça tentando afastar tudo aquilo, guardei a fantasia de volta na caixa e fui para o banheiro tomar meu merecido banho, eu deixaria para pensar nisso depois.
Com o passar da semana eu fui recebendo mais presentes do misterioso T.E, cheguei a comentar algo com Shoto para ver se eu conseguia descobrir alguma coisa caso fosse ele, mas ou ele era muito bom em fingir que não era ou T.E realmente era outra pessoa.
Mas nada me mais impressionou naquela sexta-feira à tarde, faltando duas horas para acabar o expediente do que ver Enji Todoroki passar pela porta da cafeteria acompanhado por outras três pessoas que deviam ser seus sócios, Enji era um grande CEO de investimentos, ele poderia se aposentar e ainda sustentar seus netos por um longo tempo de vida deles se o mais velho quisesse.
– Boa tarde – os saudei quando os mesmos se aproximaram do balcão e olhavam os pedaços de bolo que deixávamos à mostra – No que posso ajudar os senhores? – Encarei Enji que continha uma expressão fechada enquanto observava o quadro de sucos.
– Boa tarde Izuku, vou querer apenas um suco de laranja – sorriu
– Certo, e para os senhores? – anotei e me virei para os homens que o acompanhavam, cada um pediu um pedaço de bolo acompanhado com suco – Muito bem, em alguns minutos estarei levando o pedido dos senhores – sintam-se a vontade para se sentar onde quiserem – sorri, me virei indo para cozinha entregar o pedido dos sucos para Mina enquanto eu arrumava os pedaços de bolo.
Mina me ajudou a entregar os pedidos quando ficaram prontos e eu voltei para o meu posto atrás do balcão, observando o movimento de fora e às vezes me perdia encarando Enji. Não me julguem, mas o homem com seus quarenta e dois anos deixa muito jovem no chinelo em quesito beleza e corpo e digo isso com propriedade graças aos dias de piscina na casa de Shoto.
– Vou passar no cartão – levantei o olhar vendo que Enji estava parado em minha frente me entregando seu cartão.
– Oh, certo – acordei dos meus devaneios pegando o cartão de sua mão – Vai pagar só o seu ou de seus amigos também? – perguntei vendo ele olhar para a mesa e suspirar.
– Vou fazer essa caridade e pagar o deles também – disse me fazendo rir.
– Como anda a faculdade? – perguntou, Enji sempre procurava se atualizar de como andava meus estudos e se eu estava precisando de alguma coisa, quase como um pai preocupado com seu filhinho – Nunca mais foi lá em casa passar o domingo.
– Está ótima, apenas corrida com algumas provas – suspirei lhe entregando a máquina para ele digitar a senha do cartão – Semana que vem terei uma entrevista de estágio em uma agência, então estou tendo dificuldade em escolher alguns desenhos para apresentar.
– Eu ficaria feliz em lhe ajudar, mesmo entendendo pouca coisa de moda – sorriu.
– Toda ajuda é bem vinda – encarei aqueles olhos azuis que me deixavam hipnotizado.
– Bom, espero que Shoto tenha lhe convidado para a festa a fantasia amanhã.
– Convidou, estarei lá – pisquei para o mais velho.
– Não será algo grande, pedi para Shoto e os irmãos convidar alguns amigos e chamei algumas pessoas da empresa também.
– Entendi, chefe querendo passar uma boa impressão – zombei.
– Na verdade estou ansioso para outra coisa – sorriu e puta que pariu, eu queria tanto dar para esse homem – Vou indo Izuku, até amanhã – se despediu saindo dali acompanhado dos outros homens.
– Limpa a baba – Mina se aproximou passando um paninho em minha boca.
– Ai amiga, às vezes a gente só precisa sentar no pai do nosso melhor amigo – suspirei.
– Deixa Shoto saber disso que ele vai te matar – jogou o pano em meu rosto enquanto ria – Vem, vamos fechar por hoje.
Quando cheguei em casa mamãe ainda não estava lá, subi direto para o meu quarto e quando adentrei o cômodo avistei mais uma caixa em cima da minha cama que devia ter sido posta ali no horário de almoço por minha mãe, dessa vez a caixa era bem menor que das outras vezes. Quando abri a pequena caixa e vi o conteúdo que tinha ali dentro eu só desejei que um buraco negro me engolisse, peguei o pequeno bilhete dobrado ali e li
“Uma pérola para a minha pérola mais preciosa.
Use isso amanhã, estou ansioso pelo nosso encontro.
T.E”
Olhei novamente para a caixa vendo o plug anal relativamente grosso e com uma pérola enorme na ponta.
– Oh Deus, tenha misericórdia de mim porque T.E não terá do meu precioso buraquinho – murmurei guardando a caixa ao escutar o som da porta de casa ser aberta.
……..
– Certo, vamos lá – tirei minha roupa e peguei o tubo de lubrificante que eu tinha comprado naquele dia, me sentei na beirada da cama ficando com minhas costas virada para o espelho e meu rosto em direção a parede onde tinha um pôster da Halsey – Alexa, tocar Halsey no volume máximo.
Assim que a música começou a tocar eu abri a tampa do tubo e melei meus dedos com o gel, virei a cabeça para o espelho e levei meus dedos para a minha entrada onde comecei a brincar, enfiando meus dedos e tirando como se eu tivesse sendo fodido, levei minha mão para meu pau começando a me masturbar quando enfiei o quarto dedo, gemi baixinho ao sentir meu corpo se arrepiar com a sensação boa que tudo aquilo estava me proporcionando, parei o que estava fazendo e alcancei o plug que estava em minha frente e o lambuzei de lubrificante e levei até minha entrada começando a passar a ponta em volta onde eu já piscava ansiosamente para sentir aquilo dentro de mim, mordi o lábio para conter o gemido de insatisfação ao sentir uma leve dor quando enfiava o plug aos poucos, olhei para o espelho e sorri ao ver aquela pérola bem no meio da minha bunda, comecei a brincar com o plug do mesmo jeito que fiz com meu dedos e se eu não soubesse que até o fim dessa noite eu terminaria com um pau atolado em meu cuzinho, eu ficaria brincando com esse plug até me lambuzar com meu gozo.
Me levantei soltando um gemido ao sentir o plug se mexer dentro de mim, olhei para meu pau duro que vazava, passei o dedo pela cabeça e levei até meus lábios sentindo o sabor da minha própria porra.
– O abacaxi fazendo efeito – ri, me agachei pegando as caixas que estavam embaixo da cama e espalhei elas ali no chão mesmo as abrindo, peguei a pequena calcinha vermelha de renda e vesti, peguei a meia com listras verdes e pretas que ia até um pouco acima do joelho e que continha cinta liga da cor preta com uns detalhes em forma de abóbora para prender na meia, me virei para o espelho vendo como tudo tinha caído perfeitamente bem em meu corpo curvilíneo, me virei de lado vendo minha bunda enorme engolindo a calcinha.
– Izuku Midoriya, você não tem noção do quanto os deuses da Grécia se matariam para ter você na cama deles – murmurei encarando meu reflexo.
Dei mais uma voltinha me olhando e percebi que não poderia ir apenas usando aquela calcinha por baixo da fantasia, até porque sempre tem um engraçadinho para levantar a fantasia dos outros; fui até meu armário pegando uma legging velha e cortei deixando em um mini short suficiente para esconder a calcinha e vesti. Peguei a fantasia de fantasma na caixa e vesti, e depois de todos os outros acessórios ela não tinha ficado tão brega assim, peguei meu coturno de salto e amarrei rapidamente ao escutar batidas na porta.
– Alexa, desligue a música – gritei.
– Izu, Shoto já está te esperando lá embaixo – disse mamãe.
– Tô bonito? – falei ao abrir a porta.
– Está lindo, agora vá antes que o menino Todoroki tenha uma crise de nervos – me empurrou o baldinho em forma de abóbora e cheio de doces.
– Está atrasado – disse Shoto quando eu ia descendo as escadas.
– A atração da noite nunca está atrasada meu amor – me aproximei analisando sua fantasia de vampiro – Se quiser, eu deixo você me chupar – provoquei rindo.
– Vamos logo – revirou os olhos e se pôs a caminhar em direção a porta numa tentativa falha de esconder o quão vermelho seu rosto estava.
Quando estacionamos em frente a casa de Shoto, foi impossível não soltar uma risadinha ao ver a casa cheia.
– O que foi? – perguntou Shoto.
– Seu pai esteve no café ontem e disse que seria algo simples.
– Izu, o simples do meu pai não chega nem perto disso aqui – riu – Isso está extremamente exagerado.
Saímos do carro e fomos em direção a entrada da festa, quando entramos na casa fui surpreendido por uma bela decoração com caldeirões, abóboras, teias e aranhas por todo o lado. Shoto me puxou para os fundos da casa onde realmente estava acontecendo a festa, senti meu corpo estremecer ao escutar a batida da música invadindo meus ouvidos, olhei atentamente para todo o local vendo pessoas dançando, algumas paradas conversando e até o pequeno show que os bartender estavam fazendo no bar montado ali fora.
– Venha, vamos até Iida e Ochako – disse adentrando o mar de pessoas.
– Seus irmãos vão vir? – perguntei meio alheio enquanto procurava uma certa pessoa pela multidão, afinal eu encontraria meu admirador secreto aqui na festa mesmo que eu não soubesse algum detalhe físico da pessoa.
– Só Natsu e Fuyumi – disse – Toya preferiu ficar cuidando da casa da mamãe já que ela foi viajar com o namorado.
– Entendi – murmurei logo abrindo um grande sorriso ao avistar o homem alto de cabelos de fogo, me soltei de Shoto e caminhei até ele que estava acompanhado de outras pessoas.
– Doçuras ou travessuras? – falei ao me aproximar do grupo, confesso que me senti nu ao ter todos os olhares voltados para mim. Enji estava tão sexy fantasiado de Fantasma da Ópera, seu olhar me avaliou por de trás da máscara branca que cobria parte de seu rosto.
– Quero tudo que você tenha a me oferecer – me virei para a voz que tinha dito aquilo, reconheci Hawks que estava fantasiado de Chucky.
– Hawks, tenha mais respeito com Izuku – proferiu Enji antes de se virar para mim e sorrir – Que bom que veio, gostei da fantasia.
– Obrigado, é balenciaga – sorri, ofereci algumas balas a Hawks que as pegou me encarando; o que ninguém sabia era que eu e o loiro tinhamos um casinho de sexo casual as escondidas – Agora irei me encontrar com o pessoal, talvez eu tenha um encontro mais tarde – comentei alheio ao sorriso que brotou no rosto do homem mais velho – Com licença rapazes – pisquei para os dois e caminhei em direção a Shoto e companhia.
– Aí está ele – disse Ochako já me estendendo um copo com alguma bebida duvidosa.
– Fui cumprimentar tio Enji e Hawks – virei o copo em meus lábios ao escutar Shoto perguntar se eu não tinha vergonha de me oferecer para o pai dele.
– Está com ciúmes vampirinho? – Arquei a sobrancelha, olhei para Iida fantasiado de Frankenstein e sorri – Já falei que estou disposto a repetir aquele dia.
– Izu, vamos dançar? – me virei em direção a pessoa que gritava, Jiro que estava fantasiada de múmia, agarrei a mão de Ochako e a puxei em direção a outra garota deixando os outros dois para lá com seus mau humor, fomos para onde as pessoas estavam dançando vibramos quando começou a tocar unholy do Sam Smith.
As meninas ficaram grudadas em mim e começamos a dançar desengonçadamente até o momento que pegamos um ritmo que parecíamos três cachorras no cio, virei meu rosto para o lado vendo que Enji e Hawks conseguiam nos assistir atentamente, Ochako beijou meu pescoço enquanto eu sentia os dedos de Jiro em minhas coxas levantando um pouco da fantasia e dando uma bela visão delas para quem nos assistia.
Ergui o celular que estava em minha mão ao sentir o aparelho vibrar e a tela se acende mostrando que tinha chegado mensagem, me afastei um pouco das meninas e abri a mensagem que era de um número desconhecido.
“me encontre no banheiro perto da sala de jantar”
– Meninas, eu já volto – não esperei por resposta delas, fui em direção a porta que tinha ali que levava para a cozinha.
Dentro da mansão estava tudo em total silêncio, seria possível ouvir até o barulho de uma agulha cair caso não tivesse o som lá fora.
– Oi, tem alguém aqui? – falei ao entrar no banheiro mencionado na mensagem – Será que tem alguém brincando com minha cara – resmunguei parando em frente ao espelho, liguei a torneira e me abaixei molhando meu rosto, quando me ergui novamente e abri os olhos soltei um grito ao ver Hawks atrás de mim.
– O que você tá fazendo aqui? – falei batendo em seu peito.
– Calma gatinho – segurou meus pulsos – Fui eu que mandei a mensagem – sorriu encostando os nossos corpos me deixando encurralado na pia – Estou com saudades, você sumiu – murmurou afundando o rosto em meu pescoço.
– Você é T.E? – perguntei agarrando seu cabelo e puxando sua cabeça para trás.
– Quem? – arqueou a sobrancelha em confusão.
– Esquece – suspirei, T.E devia ser alguém brincando com minha cara.
– Tá afim de ir lá pra casa? – sorriu, Hawks era um cafajeste que sabia me foder como ninguém.
– Hoje não tô afim – falei vendo ele fazer biquinho – Quero apenas beber e dançar com meus amigos.
– Tudo bem – suspirou – Se mudar de ideia me manda mensagem, tô com muita saudade de você – disse deixando vários selinhos em meus lábios até descer para meu pescoço e deixar uma mordida.
– Maldito – o empurrei escutando ele rir – Vaza daqui – falei, esperei o loiro sair e me virei para o espelho vendo a pele do meu pescoço ficando vermelha; bufei vendo que aquilo não iria sumir tão rápido.
Voltei para a área que estava acontecendo a festa e fiquei por perto das meninas bebendo e conversando com elas, eu adorava ver Ochako enchendo o saco de Iida que dançava todo duro enquanto Shoto só balançava a cabeça em negação. Em certo momento me afastei deles para buscar mais bebida. Puxei meu celular que estava preso na cinta liga e o liguei enquanto esperava o barman entregar meu energético. Rolei pelas notificações em busca de algo que me interessasse responder quando minha ficha caiu, eu e T.E não tínhamos trocado número.
– Como eu sou burro – praguejei pegando a lata e tomando o rumo para dentro da casa, se meu humor já estava péssimo por causa de Hawks, agora estava mil vezes pior.
Subi as escadas que levava em direção aos quartos, minha bateria social tinha acabado. Tentei abrir a porta de alguns quartos, o que inclui o quarto de Shoto, mas todos estavam trancados provavelmente para nenhuma visita dar uma escapada por ali, me virei para o fim do corredor encarando a porta do quarto de Enji.
– Quais seriam as chances? – murmurei andando até a porta que abriu quando girei a maçaneta – Oh – sorri. Entrar no quarto do homem mais velho era como se eu voltasse a ser uma criança travessa que estava descobrindo um tesouro, lembro das vezes quando criança que ia para a mansão Todoroki para brincar com Shoto e o menininho falava com todas as letras que aquele quarto era a zona proibida da casa.
– Tio Enji? – falei colocando a cabeça para dentro do quarto, fazia bons minutos que o mais velho tinha evaporado da festa. Nenhuma resposta e eu levei isso como uma permissão para entrar no quarto, fechei a porta novamente e olhei em volta notando que apesar de ser bem grande, era um quarto normal apesar de ter vários tons de cinza.
Caminhei pelo cômodo até entrar no closet onde se encontrava as roupas do mais velho, me aproximei da parte onde se encontrava pendurado os mais variados tipos de blazer e na parte de baixo suas camisas social dobradas perfeitamente e por fim na parte de baixo seus sapatos que brilhavam de tão lustrados que estavam. Olhei para o outro lado vendo suas roupas casuais que quebravam toda a postura de CEO.
Saí do closet parando em frente ao enorme espelho que ocupava toda a parede, olhei para trás vendo que o mesmo ficava de frente para a enorme cama.
– Pervertido – sorri mordendo o lábio, coloquei a lata da bebida no lixo que tinha perto da escrivaninha e me deitei na cama sentindo aquele lençol de seda em minha pele, fechei os olhos ao sentir o perfume do homem nos travesseiros.
– Izuku?
– Tio Enji – arregalei os olhos e saltei da cama em um pulo – Desculpa – sorri sem graça olhando para o homem que estava parado na porta – Já estou saindo.
– Não precisa se desculpar – sorriu – O que estava fazendo trancado aqui?
– Cansei de socializar – cocei minha bochecha sem saber como agir em frente do homem – Eu ia me esconder no quarto do Shoto mas estava trancado assim como todos os outros quartos – dei de ombros – Mas eu também percebi que você sumiu da festa.
– Não sou muito de festas – disse tirando o blazer e o jogando em um puff que tinha por ali – Mas você pelo menos gostou da festa?
– Confesso que eu estava mais animado no início.
– Por quê? – me encarou.
– A dias eu ando recebendo presentes de um admirador secreto que disse que estaria aqui hoje – suspirei – Mas acho que levei um bolo da pessoa – confessei, encarei Enji no mesmo momento ao ver que ele ria baixinho.
– Ei, isso não tem graça – resmunguei.
– Eu pensei que você, uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço, já tinha descoberto tudo – falou.
– Descoberto tudo? – arqueei a sobrancelha.
– Uma pérola para a minha pérola mais preciosa – disse dando uma piscadela.
– Pera – me aproximei do homem – Você é T.E? – senti meu coração acelerar ao pensar – Meu deus, Todoroki Enji – encarei o homem à minha frente que sorria.
– Eu mesmo – disse acariciando meu rosto.
– Isso é uma brincadeira, não é? – murmurei – Foi Shoto que te contou sobre o penhasco que eu tenho por você.
– Não foi Shoto e nem ninguém – disse ele – Foi você mesmo, com seus olhares e com sua ótima atuação em fingir gostar de me ouvir falar sobre o trabalho.
– Uma pessoa que gosta de ouvir sobre seu dia a dia te assusta? – sorri
– Não estou acostumado com isso – riu.
– Desde quando você sabe que eu quero você? – esfreguei meu rosto em sua mão.
– Eu sempre percebi seus olhares em mim, mas eu pensava que era apenas admiração de adolescente e que logo logo você e Shoto iriam aparecer falando que estavam namorando – confessou me fazendo rir – Mas foi quando você e Shoto combinaram de comemorar os 19 anos de ambos com uma festa na piscina aqui em casa que eu comecei a reparar em você com outros olhos – Enji aproximou seu rosto do meu pescoço começando a beijar minha pele – Estava usando aquela sunga minúscula e não parava de se oferecer para mim, você não tinha vergonha de ficar se oferecendo para o pai do seu melhor amigo? – perguntou roçando nossos lábios.
– Não mesmo – sorri – Ainda lembro que você não ficou por muito tempo na festa – falei fazendo biquinho.
– Como eu iria ficar ali se a única coisa que passava pela minha cabeça era em te foder – sorriu dando leves tapinhas em meu rosto, respirei fundo enquanto sentia meu corpo suar.
– Não precisa mais repreender seu desejo, Enji – coloquei meus braços em volta do pescoço do homem e o puxei selando nossos lábios.
Eu poderia explodir de tesão naquele exato momento só de sentir as mãos grandes de Enji em minha cintura me puxando para ficar colado em seu corpo enquanto o mesmo devorava minha boca, pendi a cabeça para o lado quando Enji quebrou o ósculo e começou a descer para meu pescoço me marcando com leves mordidas e beijos.
– Quem foi que te mordeu? – perguntou sem me encarar.
– Foi uma das meninas – menti, Enji era chefe de Hawks e eu não podia prejudicar o loirinho.
– Vou fingir que acredito – respondeu lambendo a marca vermelha antes de morder o local com mais força.
– Não faça isso – o empurrei.
– Você será meu Izuku, entenda isso – beijou meus lábios e sentou-se na cama abrindo alguns botões da camisa – Tire essa fantasia e venha aqui – disse batendo em sua perna.
Mais do que rapidamente me livrei das minhas botas e fui tirando lentamente a fantasia de fantasma, mostrando pouco a pouco minha pele desenhada por algumas sardas e joguei no colo de Enji que pegou o tecido e levou até o nariz inalando o cheiro de meu perfume. Me aproximei dele, que tinha seu olhar vidrado em meu corpo.
– Você foi esculpido por Afrodite – murmurou tocando em minha pele – Eu poderia ficar horas admirando você – me puxou para mais perto beijando minha barriga enquanto suas mãos alisavam minhas coxas até chegar em minha bunda onde apertou – Eu quero ser seu – confessou passando seus dedos em meu membro que já pingava e implorava para ser liberto daquela calcinha.
Enji virou meu corpo de frente para o grande espelho e começou a descer lentamente a calcinha que eu usava, suspirei ao ter meu pau finalmente livre daquele aperto, me sentei em sua perna como tinha sido pedido e senti o plug ser pressionado em meu interior. Deitei minha cabeça em seu ombro em uma posição que eu ainda conseguia nos observar pelo espelho, observei atentamente uma de suas mãos ainda explorar minha pele indo agora em direção ao meu pau enquanto sua outra mão já brincava com meus mamilos.
– Não segure seus gemidos, quero ouvir todos – disse rente ao meu ouvido no mesmo momento que fechava sua mão em torno de meu pau começando a me masturbar em um ritmo lento ao mesmo tempo que beliscava meu mamilo.
– Enji – gemi elevando meu quadril em procura de mais contato.
– Não seja afobado, coelhinho – esfregou o dedão na cabeça do meu pau me fazendo agarrar sua outra perna, que sensação deliciosa.
– Eu preciso de mais – gemi.
– Do que você precisa, coelhinho? – perguntou fazendo novamente o ato de esfregar o dedo na glande mas dessa vez enfiando o dedo superficialmente no canal da uretra.
– Eu preciso que você me faça gozar – gemi manhoso em seu ouvido – Vai negar isso para mim?
– Não hoje – disse voltando a me masturbar aumentando a velocidade gradualmente enquanto mordiscava meu pescoço, eu sentia meu corpo esquentar a medida que a mão de Enji descia por meu pau e voltava sempre repetindo o ato de pressionar a cabeça com seu dedão, me remexi em seu colo impulsionando meu quadril para cima fodendo a mão do homem mais velho. Nesse ato eu também sentia o plug se mover dentro do meu canal à medida que eu me movia.
– Eu vou gozar – murmurei sentindo meu ápice chegar em poucos segundos de anunciar, abri meus olhos que até o momento estavam fechados e escondidos entre o pescoço do mais velho, olhei em direção ao espelho vendo que eu havia me derramado em sua mão e um pouco escorria pela sua calça social preta.
– Desculpa – sussurrei.
– Pelo o que? – perguntou soltando meu membro e passando a língua em sua mão lambuzada, senti meu rosto esquentar ao assistir Enji gemendo enquanto engolia minha porra – Delicioso, da próxima vez quero que goze na minha boca – sorriu.
Me levantei de seu colo e estendi a mão para ele que segurou de bom grado e se levantou, me aproximei dele selando nossos lábios mais uma vez ao mesmo tempo que comecei a abrir os botões de sua camisa, com pressa querendo explorar o corpo do meu homem. Dessa vez fui eu quem me separei dos lábios dele e desci para o pescoço mordiscando, escutando o homem suspirar. Quando senti abrir o último botão, me afastei para apreciar a visão do corpo musculoso, senti minha boca salivar ao ver o peitoral de Enji com alguns pelos ralos e ao descer o olhar vi aquele leve caminho da felicidade que se perdia rumo dentro de suas calças. Fiquei de joelhos e comecei a tirar o cinto, minha mão tremia de afobação à medida que eu tentava tirar.
– Calma coelhinho – Enji colocou sua mão sobre a minha.
– Desculpa – murmurei afastando minha mão.
– Não peça desculpas, estou tão ansioso quanto você – disse segurando meu queixo me fazendo encarar seus olhos. Enji se livrou de seus sapatos na mesma rapidez que tirou seu cinto e sua calça ficando apenas com a boxer branca que marcava seu membro, avancei afundando meu rosto naquele tecido, inalando o cheiro delicioso que emanava do pré gozo que molhava a cueca, levei meus dedos até a borda do tecido e puxei para baixo finalmente deixando amostra o pau.
Senti minha entrada se contrair em volta do plug ao constar que Enji Todoroki era do jeitinho que eu imaginava nos meus sonhos mais molhados, seu pau era majestoso, grande, grosso e com alguns pelos pubianos que me deixaram ansioso para esfregar meu rosto ali.
– Meu – segurei o pau que pulsava em minhas mãos, levantei o olhar encarando o mais velho e esfreguei a glande em minha bochecha até passar em meus lábios – Só meu – afirmei mais uma vez.
– Só seu, meu coelhinho – disse acariciando meus cabelos.
Masturbei aquele pedaço de carne que pulsava em minhas mãos molhando meus dedos à medida que o pré gozo vazava pela cabeça do pau, aproximei minha boca do membro colocando minha língua para fora e rodeando aquele lugar sensível escutando o homem suspirar profundamente, desci lambendo toda a extensão até chegar às bolas onde provoquei passando a língua, mas não demorei muito ali e voltei até a cabeça deixando alguns beijinhos e finalmente abocanhei todo aquele pau até onde eu conseguia, revirei os olhos gemendo ao sentir o gosto de Enji se espalhar em meu paladar. Comecei a fazer os movimentos de sucção lentamente, deixando minha língua sentir a protuberância das veias do pau à medida que eu o engolia.
– Porra, Izuku – disse Enji gemendo roucamente inclinando seu quadril para frente. Suspirei sentindo meu corpo inteiro se arrepiar ao escutar meu nome ser dito naquele tom, olhei para cima encontrando os olhos de Enji em mim – Relaxe mais a sua garganta – pediu e assim eu fiz ao sentir sua mão afundar em meu cabelo, Enji começou a empurrar minha cabeça de encontro a sua pélvis para que eu engolisse todo o seu pau de pouco em pouco até meu nariz afundar em seus pelos me fazendo gemer deliciosamente ao inalar o cheiro daquele homem.
– Bom garoto – murmurou sorrindo enquanto olhava para meus olhos cheios d'água. Ainda mantendo minha cabeça parada, Enji começou a foder minha boca como bem queria enchendo o quarto com o barulho molhado dos meus engasgos – Engole todinho, não era esse seu sonho? – perguntou.
– Uhum – respondi com a boca cheia, minhas mãos segurando com força nas coxas do homem.
– Eu te fiz uma pergunta – puxou meus cabelos para trás me separando de seu pau – Esse era seu sonho?
– S-sim – respondi ofegante sentindo baba escorrer de meu rosto e pingando minhas coxas – Meu sonho é ser a putinha do pai do meu melhor amigo – sorri vendo que minha resposta foi sentida direto em seu pau que pulsava para cima.
– Você não passa de um putinho sedento por pau, não é mesmo? – sorriu presunçoso esfregando seu pau em meu rosto.
– Por paus grandes – coloquei a língua para fora pra sentir Enji colocando a cabeça de seu pau ali, suguei o encarando com a melhor carinha de puto que eu tinha.
– De quatro na minha cama, outra hora eu faço sua boca de deposito de porra.
– Estou ansioso por isso – respondi engatinhando para a cama, fazendo questão de balançar bem meus quadris à medida que eu subia para o colchão. Me deitei ficando de bruços e com o quadril empinado para que Enji pudesse ver o plug anal no meio de minha bunda.
– Lindo – murmurou ele apalpando minha bunda – Vamos ver como você fica sem isso aqui – disse começando a puxar lentamente o plug para fora.
– Merda – praguejei ao finalmente sentir aquilo fora de mim, minha entrada piscando sentindo falta do que estava preenchendo ela.
– Olha isso, seu cuzinho tá piscando tanto – riu – Tá tão abertinho, fico me perguntando para quem você anda dando pra tá assim – disse enfiando dois dedos facilmente em mim.
– Não estou dando para ninguém – murmurei sôfrego fechando os olhos ao sentir os dedos grandes começarem a me foder.
– Não seja modesto Izuku, você é lindo. Pode ter qualquer um aos seus pés – disse adicionando um terceiro dedo em mim.
– Isso quer dizer que eu tenho você aos meus pés? – dei uma risadinha balançando meu quadril de encontro aos seus dedos que deslizavam por inteiro dentro de mim.
– Em seus pés, nas suas mãos… diga o que você quer e eu te darei.
– Eu quero seu pau, por favor Enji – gemi – Me foda.
– Eu vou – tirou seus dedos do meu canal e se levantou indo em direção a cômoda ao lado da cama e abriu uma das gavetas a vasculhando por um instante até se virar para mim sorrindo e erguendo sua mão e balançando mostrando um tubo de lubrificante – Vou te mostrar que eu sou o melhor – disse voltando para a cama, despejou um pouco do gel em sua mão lambuzando seu pau e outro pouco em meu cuzinho.
– Pronto? – perguntou esfregando seu membro em minha entrada, apenas acenei em concordância.
Enji cobriu meu corpo com seu, beijando meu pescoço enquanto começava a forçar lentamente a entrada da cabeça de seu pau em meu anel que piscava ansioso, quando a glande passou eu senti meu corpo arrepiar por inteiro, doía como o inferno mesmo com toda a preparação.
– Porra – gemeu roucamente em meu ouvido continuando a me penetrar lentamente com toda a paciencia do mundo até se alojar por inteiro em minha bunda – Tão apertado.
– Hum, me sinto tão cheio – murmurei rebolando em seu pau, minha mente nublada pelo prazer que a dor de ser rasgado por aquele pau enorme e grosso estava me proporcionando.
Enji segurou em meus quadris, começando a se movimentar lentamente para fora e voltando a se enterrar até o talo em mim. À medida que eu demonstrava estar acostumado com sua grossura, Todoroki aumentava o ritmo das estocadas me fazendo gemer cada vez mais alto implorando para que ele fosse mais fundo para que eu tivesse minha próstata surrada.
– Caralho, que cuzinho guloso porra – rosnou segurando-me pelos ombros enquanto estocava meu cuzinho com força.
– Isso, porra… fode meu cuzinho Tio Enji – gritei ao sentir seu pau esmagar meu ponto doce.
– Sua vadiazinha – estapeou minha bunda – Se vira e abre as pernas – disse tirando seu pau de mim.
Me deitei suspirando ao sentir o gelado do lençol entrar em contato com minha pele suada, passei a mão em minha testa retirando o cabelo grudado ali por causa do suor e encarei o homem à minha frente que parecia estar em um estado pior do que eu. Levei meu pé até suas bolas e esfreguei subindo para seu pau que pulsava, tive meu tornozelo segurado por Enji que começará a guiar meu pé por todo seu corpo suado.
– Lindo – disse me puxando pelas pernas para ficar colado a ele – Suas pernas… porra, eu poderia foder elas a noite toda – murmurou juntando minhas pernas e começou a enfiar seu pau no meio delas e dar pequenas estocadas – Eu quero foder você por inteiro, cada pedaço seu é propriedade minha – confessou passando a língua em meus dedos.
– Enji – gemi levando minha mão em meu pau necessitado de atenção, mordi os lábios sentindo que eu poderia gozar com a imagem das minhas pernas serem fodidas.
– Eu sei, não é aqui que você me quer hoje – riu parando com o que fazia, separou minhas pernas colocando uma cada ombro e se inclinou para frente guiando seu para dentro do meu canal novamente.
Eu estava literalmente sem voz, nessa posição Enji parecia conseguir ir mais fundo fazendo eu me tornar uma completa bagunça ao sentir seu pau tocar em lugares diferentes.
– Seu cuzinho tá me apertando – sussurrou lambendo meu pescoço.
– Eu… vou gozar.
– Vamos, mas eu quero que você veja – disse se retirando mais uma vez me fazendo bufar por não conseguir gozar. Enji se sentou em frente na beirada da cama de frente para o enorme espelho e deu tapinhas em sua perna insinuando para que eu fosse até ele. Desci da cama dando a volta e parando em sua frente, subi em seu colo passando um braço em volta de seus ombros enquanto ele me segurava por debaixo dos joelhos e deixava meus pés em cima de seus joelhos, levei minha mão que estava livre até seu membro e comecei a sentar.
Olhei para o espelho tendo a visão da minha bunda engolindo centímetro por centímetro daquele pau grosso até sentir suas bolas encostarem na minha bunda.
– Agora quica no seu homem – mandou.
Comecei a fazer movimentos lentos de sobe e desce, não tirando meus olhos do espelho. Eu estava protagonizando uma cena de filme porno, daqueles bem famosos onde o twink é super requisitado porque aguenta paus enormes.
– Tão bom – joguei a cabeça para trás, agora quicando com um pouco mais de confiança.
– Olha como eu te arruinei Izuku, seu cuzinho tem o formato do meu pau – sussurrou, orgulho escorrendo em suas palavras – Só eu sou capaz de te satisfazer agora.
– Vou gozar – anunciei sentindo meu corpo estremecer quando longos jatos de esperma caia sobre meu peitoral enquanto Enji praguejava baixinho me segurando dando as últimas estocadas antes de me encher com sua porra, seu pau pulsando dentro de mim enquanto me enchia.
Encostei minha cabeça na sua e sentindo meus olhos pesarem por causa do orgasmo, olhei mais uma vez para o espelho a tempo de ver o pau de Enji começar a sair lentamente de dentro de mim e seu esperma começar a escorrer de meu cuzinho.
Senti meu corpo ser abraçado pelos braços fortes do mais velho e logo fui pego em estilo noiva e carregado até a cama, Enji nos deitou me puxando para que eu ficasse com a cabeça em seu peito e depositou um beijo em minha cabeça antes de me abraçar pela cintura e assim cairmos no sono.
…………
Me remexi na cama ao sentir beijos sendo deixando por toda minhas costas até chegar na curvatura de meu pescoço, me forcei a abrir os olhos só para ser agraciado com uma bela visão de Enji ainda nu sorrindo para mim.
– Bom dia coelhinho – saudou selando nossos lábios – Preparei a banheira para a gente, vamos? – estendeu sua mão.
– Bom dia – sorri pegando em sua mão – Eu preciso urgente de um banho e algum remédio para dor – falei ao sentir uma leve pontada em meu quadril quando me levantei.
– Não se preocupe, esse final de semana você vai ser mimado do jeito que merece – disse me guiando para dentro do enorme banheiro me levando para a banheira.
Enji foi o primeiro a entrar na banheira se sentando com as pernas abertas para que eu pudesse me apoiar nele, coisa que eu fiz de bom grado e ronronando igual um gatinho ao sentir a água quente relaxando meus músculos.
– Tenho um presente para você – disse ele depois de um tempo agarrado em mim.
– Não precisava gastar comigo – murmurei me afastando para que ele pudesse pegar uma caixinha preta que estava em um banquinho próximo a nós.
– É algo simples, eu te daria mesmo se a gente não tivesse ficado junto essa noite – sorriu me entregando a caixa.
Abri cuidadosamente a caixa para no mesmo instante quase a deixar cair na água ao ver uma corrente de ouro brilhando com um pequeno pingente vermelho pendurado.
– Enji… – o encarei incrédulo.
– Sim, a pedra no pingente é um rubi – sorriu dando de ombros como se aquilo não fosse nada demais.
– Isso deve ter custado uma fortuna – sussurrei.
– Izuku Midoriya, qual a parte do que você me tem em suas mãos que você não entendeu ontem a noite? – riu enquanto gesticulava para que eu ficasse de costas para que ele colocasse a corrente em meu pescoço.
– É linda – a toquei assim que tocará em minha pele – Obrigado – sorri me aproximando do homem.
– Me peça o mundo que eu comprarei – murmurou rente aos meus lábios.
Após ficarmos mais algum tempo na banheira trocando carícias, Enji pegou algumas roupas de Touya no quarto ao lado para que eu pudesse vestir antes de descermos para o café da manhã.
Eu estava tão absorto em meu mundinho com Enji que tinha me esquecido de um possível problema quando parei na entrada da sala de jantar e meu olhar se encontrou com o de Iida que estava sentado ao lado de Shoto que comia seu café da manhã de cabeça baixa para não se sujar com a comida.
– Bom Dia – disse Enji animado chamando a atenção do bicolor que levantou sua cabeça, seu olhar parando um momento em seu pai antes de sua cabeça se virar para o lado e sua sobrancelha arqueada ao me encarar profundamente.
– Venha Izuku, senta-se – Enji puxava uma cadeira para mim enquanto Shoto e eu ainda se olhava.
– Te procuramos pela festa toda ontem a noite – começou Iida – Estávamos preocupados já que você sumiu e não respondia nossas mensagens.
– Me desculpa, acho que meu celular acabou a bateria e…
– Vocês passaram a noite juntos? – perguntou Shoto, sua voz secamente enquanto seu dedo ia de Enji para mim.
– Sim – respondeu Enji.
– Fazendo aquilo? – perguntou, seu rosto agora tomando uma expressão de enjoo enquanto ele se levantava de sua cadeira, um de seus braços abraçando sua barriga como se estivesse a ponto de vomitar.
– Sim, Shoto… – respondeu Enji novamente – O que dois adultos fazem quando passam a noite juntos?
– Porra, meu melhor amigo – berrou – Podia ser qualquer um, menos ele – disse se virando para mim – E você, seu twink maldito.
– Sho, eu…
– Eu não consigo lidar com isso agora, acho que eu vou vomitar – disse saindo correndo com a mão na boca.
– Será que ele vai ficar bem? – murmurei preocupado me virando para a porta onde Shoto tinha passado.
– Ele vai superar, apesar de que no momento ele deve estar odiando vocês dois – respondeu Iida dando de ombros antes de ir atrás do namorado.
– Ei, se acalme – disse Enji segurando em minhas mãos – Tenho certeza que logo logo ele estará grudado em você novamente.
– Espero que você esteja certo – suspirei me virando para o mais velho que me servia café.
– Além do mais, queria saber se você está livre esse final de semana – sorriu se virando para mim – Tenho um chalé na cidade vizinha, quer me fazer companhia? – apoiou seu queixo em sua mão enquanto me olhava ansioso por uma resposta.
– Sou todo seu – pisquei para o homem.
Shoto que me perdoasse, mas neste momento eu tinha decidido ser um pouquinho ganancioso por alguns dias para aproveitar as gostosuras e travessuras que o Halloween daquele ano tinha me trazido acompanhado com o homem que sempre foi meu maior sonho molhado da adolescência.
